segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fome

Os olhos famintos


penetram na minha cabeça

vejo que estão sedentos

preciso correr antes que enlouqueça

não há ninguém isento

dos olhos da besta

já está dentro do teu pensamento

esqueça,esqueça



sente o seu cheiro

quer o seu sangue

se alimenta do desespero

não tem para onde fugir

os olhos te encaram no espelho

não há para onde ir



O cheiro de morte

fecha a mente daqueles que nada sentem

ou fingem não sentir,mas todos sabem

que aos olhos eles temem



Ele tem fome

insaciavel

ele não some

Ele come o resto

sem encontrar satisfação

roe o osso,já não há

salvação...

Foi a tua ruína,e chegou

a hora de pedir perdão

mas tudo será em vão,não vale a pena

a tua misera redenção...

Pois na barriga da besta não há descanso,só solidão.

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