Os olhos famintos
penetram na minha cabeça
vejo que estão sedentos
preciso correr antes que enlouqueça
não há ninguém isento
dos olhos da besta
já está dentro do teu pensamento
esqueça,esqueça
sente o seu cheiro
quer o seu sangue
se alimenta do desespero
não tem para onde fugir
os olhos te encaram no espelho
não há para onde ir
O cheiro de morte
fecha a mente daqueles que nada sentem
ou fingem não sentir,mas todos sabem
que aos olhos eles temem
Ele tem fome
insaciavel
ele não some
Ele come o resto
sem encontrar satisfação
roe o osso,já não há
salvação...
Foi a tua ruína,e chegou
a hora de pedir perdão
mas tudo será em vão,não vale a pena
a tua misera redenção...
Pois na barriga da besta não há descanso,só solidão.

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